Eu sempre tenho idéias para escrever, mas o tempo as dissipa e o calor estremece a face oculta que tento colocar nessas linhas. Então, hoje pensei em repousar minhas asas de homem bom como quem descansa sem preocupação com o infinito.
A propósito, esse tal de infinito é uma coisa interessante. Nós estamos tão acostumados a dizer essa palavrinha que sequer buscamos razão, sentido e proporção real da própria relevância que ela nos causa.
E então o ano é novo, a vida é quase nova e o infinito ele mesmo, velho, irreparável, pouco conhecido e popular.
Nas ruas, os automóveis em ação
No céu, as estrelas para enfeitar
Nas praças, os jogos para distração
No chão, seus passos para caminhar.
A noite para escurecer
O meio termo para confundir
O outro dia para renascer
E os olhos sempre em busca de alguém para dividir.
Nos planetas, o mistério
Nos estudos, um porquê
Nas estações, o inverno
Nos ideiais, algum saber.
Os outros para a convivência
Os poetas para os livros
Nos erros, o teste da paciência
No corpo, todo o espírito.
Na varanda, as flores
Para eles, a piedade
O cartão-postal para a lembrança
Suas palavras, suas verdades.
O medo para a única coragem
A fé para a falta de crença
Nos dias, as 24 horas
Para o que acham igual, a sua diferença.
No mundo, o ser humano racional
Em cada motivo, uma razão
Para um crime, a velha idéia de confidencial
Para respirar, seu próprio coração.
Para os amores, alguma paixão
Para a eternidade, o infinito
E para o infinito, ele mesmo.
Um comentário:
Infinito é o tempo que levamos para entender que o "para sempre" existe.
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