segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

A pressa

Corremos tanto para alcançar um lugar bem no alto, mesmo que não seja no topo do lista de aprovação. A gente corre para chegar lá, não importa como e quantas pedras teremos que desviar do nosso caminho.

E aí vem sempre um que atrapalha, que quer o seu mal estampado no rosto pálido e depressivo. Ao lado existe aquele que te dá forças imensas mas que no fundo quer te ver no chão como o anterior. O pior é aquele que denominamos de inimigo sem saber que ele é mais do que esse simples apelido comum. Esse é o próprio medo interior resplandecendo dentro de nós como um vulcão em erupção contínua. E ele nos acompanha até o fim, impressionante. Por outro lado, em menor número mas não em menor intensidade, existem aqueles que te querem o bem e não medem esforços para te ver feliz e totalmente realizado, ainda que a linha de chegada esteja muito longe. Na verdade, o mais importante, dizem alguns por aí, é como e não aonde se vai.

Acontece que é difícil perceber que a pressa não é a necessidade intensa de atingir um objetivo. Essa urgência é pura opção de quem quer o que não tem. Um afã cósmico, universal, que te leva à precipitação.

Se quer uma dica, portanto, vá com calma. Só assim poderá notar que nem todas as flores têm espinhos e que é bonito um beija-flor repousante em sua janela que, quando se corre, sempre está vazia de ti.

Mas é claro que o sol vai voltar amanhã.
Mais uma vez, eu sei.

2 comentários:

Julia Menezes disse...

É complicado, mas a gente vai levando a vida com a parte mais otimista da nossa personalidade.

Eu quero o sol aqui comigo.
Vem?

Luiza Callafange disse...

Com certeza a pressa é inimiga da perfeição.
E o sol...O sol sempre vem amanhã, como a primavera depois que a neve derrete...