quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Perguntas mais frequentes


Sempre te disseram o que fazer, como agir em determinada ocasião, com que palavras conduzir uma reunião, ensinaram como aprender, como pensar e escrever os melhores textos, com quantos dígitos se forma um bom número e como ser o que eles sempre quiseram que você fosse.

Na escola você sempre aprendeu a responder, a resolver problemas matemáticos, a copiar desenhos, a pintar com as cores mais usuais, a entender a história descrita naqueles livros cheios de gravuras, a fazer as experiências químicas que são como manuais para um bom resultado e, além de você ter sido obrigado a frequentar as aulas perversas de ensino religioso, você sempre ouviu que aquele era o melhor lugar do mundo.

Você é ignorante ou, se quiser, um pobre coitado, porque jamais foi estimulado a perguntar, indagar, reivindicar e formular questões pertinentes. O seu hábito de gravar em vez de entender, faz pobreza do seu poder de argumentação. Descobriu-se que é mais fácil aceitar o que os outros dizem, como dizem e te empurram a informação do que, diante de uma situação, contestar o que se vê e ouve.

Vire-se, você que foi ensinado a responder e não perguntar.

É hora de interpelar! E que não sejam as perguntas mais frequentes.

Um comentário:

Julia Menezes disse...

Responda que não mais irá responder suas perguntas. Deve ser frequente o questionamento do que é religiosa e cientificamente comprovado. A história de cada vida é a verdade relativa e relevante.